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APOCALYPSE - O ROCK EM MOVIMENTO
Uma das
principais características do
rock progressivo sempre foi o
movimento: síncopes, polirritmia
e mudanças de compassos. O som
progressivo é a música das
mutações! De fato, esse aspecto
se aplica ao gênero como um
todo, já que entre os principais
grupos (Yes, Genesis, Pink Floyd,
King Crimson, etc) nunca houve
uma única direção: cada banda é
distinta.
Como bons
representantes desse gênero no
Brasil, em seus 25 anos de
estrada o APOCALYPSE já se
transformou bastante: passou de
quarteto para trio até se
transformar em quinteto;
priorizou a carreira
internacional até voltar a
investir em sua terra natal;
traduziu suas letras do
português para o inglês e sempre
migrou sua sonoridade. Quando da
entrada do novo século, puderam
se absorver de novas influências
sem medo dos fãs mais xiitas
que, no fundo, nunca entenderam
a mensagem dos grandes mestres
do estilo: mudar sempre!
25
ANOS DE HISTÓRIA
O
APOCALYPSE surgiu em 1983, em
Caxias do Sul, na Serra gaúcha,
quando o tecladista Eloy Fritsch
formou uma banda de rock com
colegas de escola. Inspirado nos
grupos Yes, Genesis, Rush, ELP e
Marillion, a primeira
apresentação foi no mesmo ano,
durante um festival no Colégio
Cristóvão de Mendoza, em Caxias
do Sul. Pouco depois o baterista
Chico Fasoli e o guitarrista Ruy
Fritsch se integraram ao grupo.
Em 1984 o
APOCALYPSE entrou em estúdio
pela primeira vez. A primeira
fita demo da banda foi gravada
em um estúdio anexo à Rádio
Caxias. Mais uma segunda demo
seria gravada antes que a banda
lançasse seu primeiro álbum
oficial.
Por cinco
anos consecutivos (de 1985 a
1990), o APOCALYPSE foi uma
banda de palco. Com presença
freqüente nos mais importantes
festivais gaúchos da década de
80 (Rock Festival, Circuito de
Rock, Festpop, etc) chegou a
tocar com importantes bandas da
década como Nenhum de Nós, Ira e
De Falla. Durante esse período a
banda e seus integrantes também
ganharam inúmeros prêmios. Entre
os principais destaca-se o de
“melhor banda“ durante a
primeira edição do festival
Circuito de Rock (organizado por
uma emissora da Rede Globo)
quando concorreu com mais de 250
bandas e se apresentou para um
público de 14 mil pessoas. Com
esse prêmio o APOCALYPSE
integrou uma coletânea em LP com
outras bandas gaúchas lançada
pela Nova Trilha/RBS Discos.
PRIMEIRO ÁLBUM
Já
consolidados como uma das mais
importantes bandas gaúchas de
rock, o APOCALYPSE entrou em
estúdio em 1990 para gravar seu
primeiro LP. Auto-intitulado
APOCALYPSE, o álbum trazia 11
faixas, entre elas uma versão
para o clássico “Lavender”, do
Marillion. O show de lançamento
do álbum foi um caso a parte: a
banda interrompeu o trânsito da
mais movimentada avenida de
Caxias do Sul e tocou todo seu
repertório durante cerca de duas
horas para mais de 2 mil
pessoas! Nessa época o
APOCALYPSE era um trio formado
por Chico Casara (vocal e
baixo), Eloy Fritsch (teclados)
e Chico Fasoli (bateria).
CARREIRA INTERNACIONAL
Em 1992,
Ruy Fritsch retornou ao grupo
consolidando a formação mais
produtiva e que renderia vários
álbuns e apresentações
nacionais. Decepcionados pelo
rumo comercial que a música
tomava no Brasil, o APOCALYPSE
passou a compor alguns temas em
inglês e a priorizar o mercado
internacional. Sua já longa
carreira e qualidade artística
lhes renderam um contrato de
cinco anos com a maior gravadora
de rock progressivo do mundo: a
francesa Musea. Até então,
nenhuma outra banda brasileira
do estilo havia assinado um
contrato internacional.
Perto do Amanhecer, o segundo
disco, saiu em 1995 na França.
Logo a banda ganhou destaque em
todos os principais veículos
europeus e foi convidada para
integrar a coletânea francesa Le
Meilleur du Progressif
Instrumental. O APOCALYPSE se
tornava um dos maiores nomes do
art rock brasileiro no exterior.
No ano seguinte, em 1993,
iniciaram as gravações de Aurora
dos Sonhos, próximo CD
encomendado pela Musea, o
terceiro da carreira. Com esse
álbum o APOCALYPSE criou
verdadeiras obras primas do
progressivo mundial como "Do
Outro Lado da Vida" e "Vindo das
Estrelas". Músicas longas e
complexas aliadas a temas
voltados em defesa à natureza,
esoterismo e espiritualidade.
Com Aurora dos Sonhos a música
da banda era divulgada da Europa
para os Estados Unidos e países
asiáticos como Japão e Coréia do
Sul. Em outros países latinos
como o Chile, o APOCALYPSE
também passava a gozar de uma
ampla notoriedade na cena
progressiva.
Em 1997 os músicos decidem
recuperar algumas gravações de
seu primeiro LP e lançá-lo em
CD. A proposta foi aprovada
pelos empresários da Musea e foi
lançado o CD Lendas Encantadas
que ainda incluía três
composições novas. A capa de
Lendas Encantadas foi
considerada a melhor capa do ano
e escolhida para a abertura do
site da gravadora Musea.
O
SUCESSO NA TERRA NATAL E A
PRIMEIRA TURNÊ NO EXTERIOR
Em 1998, o
APOCALYPSE é convidado para
tocar no maior festival de
música do sul do Brasil, o
Planeta Atlântida. Dividiram o
palco com ninguém menos que Tim
Maia, Rita Lee, Jota Quest e
Titãs. O sucesso do festival fez
com que a banda novamente
voltasse seus olhos para o
mercado brasileiro. Assinaram
com a gravadora paulista
“Atração” para o lançamento de
uma coletânea – The Best Of
APOCALYPSE – reunindo as faixas
de seus três CDs. Ainda em 1998,
o APOCALYPSE também foi
convidado pela gravadora carioca
Rock Symphony para tocar ao lado
da renomada banda inglesa
Pendragon no festival "Rio Art
Rock Festival", no Rio de
Janeiro.
Mesmo depois de retomar o
sucesso em sua terra natal, o
APOCALYPSE continuou em ascensão
no exterior. No ano seguinte
foram convidados para se
apresentar no “ProgDay 99”, um
dos maiores festivais
internacionais de rock
progressivo dos EUA! Durante sua
apresentação no festival
(realizado na Carolina do Norte)
o APOCALYPSE foi tão bem
recebido que o público pediu o
retorno da banda ao palco ao fim
de sua apresentação. Respeitados
jornalistas estadunidenses que
cobriam o evento chegaram a
comparar a banda a grandes
grupos como Kansas, Asia e Focus.
O show, que havia sido
registrado, acabou sendo lançado
no Brasil em CD pela gravadora
Rock Symphony. Intitulado Live
In USA, o primeiro álbum ao vivo
do APOCALYPSE fez história: era
a primeira vez que um grupo de
rock brasileiro havia gravado um
show nos EUA e lançado em um
formato de CD duplo.
No retorno da América, foram
pauta das principais revistas
brasileiras e se apresentaram
num grande festival em Porto
Alegre que foi transmitido ao
vivo pela TVE para todo o Estado
do RS. Também integraram a
coletânea espanhola Margen e o
ProgDay 7 Box Set – uma edição
limitada de uma caixa
comemorativa do Festival
Internacional de Rock
Progressivo com todas as bandas
do evento, entre elas: Glass
Hammer, Ars Nova e Discipline.
UMA NOVA ERA
O CD
Refúgio, o quarto de estúdio, é
lançado em 2003 trazendo novos
temas como “Viagem no Tempo”,
“Amazônia”, “Lembranças Eternas”
e “Cachoeira das Águas
Douradas”.
Apesar do sucesso do novo álbum,
Chico Casara (vocal e baixo)
deixa a banda. O vocalista
Gustavo Demarchi e o baixista
Magoo Wise são convidados a
integrar o APOCALYPSE.
A banda decide então realizar um
novo projeto: re-gravar antigos
sucessos e compor novas músicas
em inglês. O primeiro resultado
é o EP Magic – The Radio Edits,
onde a banda realiza versões em
inglês de algumas de suas
músicas mais conhecidas. O EP,
lançado em caráter promocional
para rádios, é disponibilizado
na íntegra como presente aos fãs
no lançamento do site oficial da
banda (www.APOCALYPSEband.com)
no final de 2004.
Meses depois o APOCALYPSE
promove a “Magic Tour”, turnê
onde a banda executa as canções
de toda sua discografia
transcritas para o inglês. Além
de uma grande quantidade de
shows, a banda ganha destaque na
programação dos principais
programas de TV, rádio, revistas
e jornais. O público e a crítica
reagem extremamente bem à nova
fase.
O
CD E DVD “AO VIVO” LIVE IN RIO
Em
setembro de 2005, o APOCALYPSE é
convidada para fazer o show de
lançamento do festival “Rock
Symphony For The Record” no
Teatro Municipal de Niterói, Rio
de Janeiro. A apresentação da
banda é filmada e acaba
originando o DVD e CD ao vivo
Live In Rio.
Live In Rio é o segundo álbum ao
vivo da banda – o primeiro
registro em DVD – e foi gravado
pelo americano Bob Nagy, um dos
criadores do software Pro-Tools.
A versão em DVD tem
aproximadamente 80 minutos de
duração, som 2.0 estéreo e 5.1
surround, além de extras com
galeria de fotos, biografia,
discografia com amostras
sonoras, cenas de backstage e
entrevistas.
O sucesso do DVD fez com que o
Uriah Heep convidasse o
APOCALYPSE para fazer o show de
abertura dessa lenda inglesa do
had rock durante a o festival
Brazil Rock In Concert ocorrido
no Canecão no Rio de Janeiro.
Logo depois também tocaram com o
grupo paulista Shaman no Teatro
Bar Opinião em Porto Alegre, e
em 2007 participaram do São
Paulo Art Rock Festival ao lado
dos grupos Violeta de Outono e
Tarkus.
Com os shows de divulgação do
DVD/CD Live In Rio, o APOCALYPSE
foi destaque nas principais
revistas brasileiras de rock:
Comando Rock, Rock Hard-Valhalla,
Rock Brigade e Roadie Crew.
O
NOVO ÁLBUM - “THE BRIDGE OF
LIGHT”
The Bridge
Of Light é o título do novo
álbum de inéditas do APOCALYPSE.
Esse é o décimo trabalho da
carreira desses heróis do rock
progressivo brasileiro, o
primeiro lançamento pela nova
gravadora da banda, a Free Mind
Records.
O álbum foi gravado ao vivo no
Teatro da Universidade de Caxias
do Sul e é dividido em dois atos
distintos: "Act I" com as faixas
"The Dance of Dawn", "Next
Revelation", "Last Paradise", "Dreamer",
"Meet Me" e "Ocean Soul"; e "Act
II" que traz a suíte conceitual
“The Bridge Of Light” dividida
em sete partes e que narra a
história de um dia na vida de um
garoto órfão chamado Jimmy e de
seu fiel amigo Z14 - ambos
procuram por respostas
existenciais num velho parque
abandonado.
The Bridge Of Light é o primeiro
disco de inéditas com a nova
formação e nova sonoridade -
agora mais pesado e moderno – e
também está sendo lançado em
toda Europa e Ásia pela Musea
Records, a gravadora francesa
que há anos vem lançando os
discos do APOCALYPSE no
exterior.
Perfeccionistas por natureza, os
músicos do APOCALYPSE também são
exigentes com as capas de seus
discos. Depois de terem
trabalhado com o já renomado
Gustavo Sazes que fez as artes
para o CD e DVD "Live In Rio",
agora foi a vez do artista
paulista Robson Piccin (Laudany,
Lumina, Lothlöryen, Eternal
Malediction, Banda do Sol,
Hevilan, Symmetrya, etc)
traduzir os conceitos das
músicas do APOCALYPSE em
imagens.
The Bridge Of Light marca as
comemorações de 25 anos do
APOCALYPSE que vai continuar
provando porque detêm o mérito
de maior banda de rock
progressivo brasileira de todos
os tempos.
Follow The Bridge!
FORMAÇÃO:
Gustavo Demarchi (vocal e
flauta)
Ruy Fritsch (guitarra)
Magoo Wise (baixo)
Eloy Fritsch (teclados)
Chico Fasoli (bateria)
DISCOGRAFIA:
Apocalypse (1991)
Perto do Amanhecer (1995)
Aurora dos Sonhos (1996)
Lendas Encantadas - regravações
(1997)
The Best Of APOCALYPSE – comp.
(1998)
Live in USA – ao vivo (2001)
Refúgio (2004)
Magic - EP (2005)
Live in Rio - CD e DVD (2006)
The Bridge Of Light (2008) |